Cátedra Instituto Ayrton Senna discute futuro do SAEB e formas de aperfeiçoá-lo

Cátedra Instituto Ayrton Senna discute futuro do SAEB e formas de aperfeiçoá-lo

A Cátedra Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliação Educacional, sediada no Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, realizou no dia 4 de agosto o workshop “Novos Padrões e Níveis de Aprendizagem do SAEB”, na sede do Instituto Ayrton Senna, em São Paulo. Participaram do debate a catedrática Maria Helena de Castro Guimarães como mediadora, com a introdução de Ewerton Fulini, vice-presidente do Instituto Ayrton Senna. Também contribuíram com o encontro Hilda Linhares da Silva, diretora da Diretoria de Avaliação da Educação Básica (DAEB) do INEP; Ernesto Faria, diretor-fundador do Iede; Lina Kátia, do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd)/UFJF; e o professor emérito da UFMG José Francisco Soares, entre outros. Como parte da missão da cátedra em debater as avaliações educacionais no Brasil, o objetivo principal do evento foi abrir espaço para diversos pontos de vista e reflexões acerca do futuro do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), bem como aperfeiçoá-lo no contexto de mudanças em curso nas avaliações internacionais.

O workshop foi realizado em um período de profundas mudanças socioeconômicas e tecnológicas, que afetam diretamente os processos de aprendizagem, os currículos e a formação integral dos estudantes. Neste cenário, são observadas novas abordagens conceituais e metodológicas sobre medidas e testes, que podem induzir a melhoria da qualidade e da equidade da educação brasileira. Entre alguns dos exemplos de avaliações internacionais que podem servir como inspiração estão o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), o Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências (Trends in International Mathematics and Science Study – TIMSS) e o Estudo Internacional de Progresso em Leitura (PIRLS).

SAEB e a BNCC

Um dos aspectos em discussão no encontro foi o alinhamento do SAEB à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “Desde 2018, muitos seminários, estudos e pesquisas indicaram a necessidade de rever as matrizes do SAEB, sua estrutura, os pontos de corte da escala de proficiência e a organização de bancos de itens para medir novas competências e habilidades. Também estão em discussão a produção de devolutivas de interpretação pedagógica dos resultados que induzam à maior integração e articulação entre as avaliações somativas e formativas”, explica Maria Helena.

Possibilidades de melhorias

No decorrer do workshop, foram discutidas as necessidades de revisão das matrizes e níveis de aprendizagem, além de debater sobre as possibilidades de aperfeiçoamento do SAEB. Também foi abordado o impacto da Inteligência Artificial generativa nas avaliações em larga escala e como o uso da IA pode apoiar o desenvolvimento de avaliações inovadoras que apoiem o trabalho dos professores e a aprendizagem dos estudantes.

Para Hilda Linhares, diretora da DAEB/INEP, fixar qual seria a aprendizagem adequada para as diferentes etapas de escolarização, para os diferentes componentes curriculares, é uma tarefa fundamental.

“A discussão sobre os padrões é importante porque as políticas públicas da área da educação se desenvolvem a partir desse diagnóstico, que é produzido de acordo com a avaliação das aprendizagens dos estudantes. O terceiro setor tem muito a dizer sobre o tema, pelas pesquisas que vem implementando e pela quantidade de especialistas que reúne”.

Maria Helena destaca que “mais do que ouvir e compreender as propostas do INEP, nós como representantes da sociedade civil organizada, de institutos e fundações, pesquisadores da área de avaliação e gestores, precisamos ter um compromisso permanente com a educação brasileira. Nos sentimos convocados a fazer sugestões, perguntas, esclarecer dúvidas e contribuir para o permanente aperfeiçoamento do SAEB. Este é o nosso propósito”.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Instituto Ayrton Senna

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